sábado, 23 de fevereiro de 2008

Suas páginas

Certo dia um jovem rapaz a caminhar pela manhã, como de costume, deslumbrando-se de toda sua fantasia e imaginação sobre a simplicidade da vida; percebendo que poderia ir além de seus sonhos, abre os olhos...
Ele passa a entender que nada surge apenas por surgir. As árvores que lhe servem de descanso e sombra de sua caminhada ali estão por algum motivo, talvez apenas para isso, mas mesmo assim, se fazem vivas. Após tantos pensamentos confusos, engraçados e às vezes surreais, depara-se com um caderno e um lápis largados ou esquecidos em uma das árvores que costumava parar e descansar, curioso sobre o tal caderno, ele se aproxima e não resistindo, abaixa-se e começa a folhear suas paginas.
Ao perceber “suas páginas” em branco, ele deu ênfase ao lápis largado junto ao caderno e pensou: “Poderia eu ousar preencher algumas linhas?” – Obvio que tomou o lápis em sua mão e começou a redigir sucintas palavras.
Bom, ele não sabia o porquê começou a escrever e menos o que escrevia, simplesmente deixou que suas palavras ganhassem vida, sustentando assim as longas linhas e páginas que estavam querendo registrar contos, histórias, sonhos, pensamentos e tudo que pudesse ser transcrito ali.
O dia correu, a noite chegou e a lua brilhou, mas o rapaz continuava a escrever. Como se suas palavras não tivessem fim, e realmente, não tinham...

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